E quando é racional assumir o prejuízo?

A economia comportamental aborda um viés cognitivo conhecido como ‘falácia dos custos irrecuperáveis‘, é a tendência de continuar investindo tempo, dinheiro ou esforço em algo, mesmo quando é racional abandonar, simplesmente porque já se investiu muito no passado.

Para mitigar este erro, devemos organizar nossas decisões de modo que a comparação entre custo e benefício seja realizada pela expectativa de variação adicional futura. 

Por exemplo, suponha que você abriu um CNPJ e todo o custo para abrir e tracionar a empresa tenha ficado em 15 mil. 

Somado aos custos fixos e variáveis, você estima que, para recuperar este custo inicial precisa, além da gestão corrente, ajustar o lucro artificialmente com estratégias arriscadas pensando nos gastos passados, no entanto, a estratégia mais eficaz é assumir o custo inicial como prejuízo e analisar mês a mês se as receitas correntes superam os custos dentro da realidade do mercado, tornando a empresa saudável no longo prazo.

Na sua vida pessoal, o raciocínio é o mesmo.

Muitas vezes insistimos em relacionamentos, cursos, projetos ou amizades apenas porque “já investimos demais” para desistir.

Mas o tempo e a energia gastos não voltam. O que importa é o que ainda pode gerar valor daqui em diante.

Às vezes, a decisão racional é aceitar o prejuízo emocional e recomeçar com base no que ainda faz sentido hoje.

Acompanhe os próximos posts que, ao tratar de sentidos, iremos avaliar diferentes visões de mundo como utilitarismo, economia da atenção, mundo ordenado grego, quem sabe um deles faça sentido para você.

Te vejo em breve!


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